quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Dificuldades e soluções para começar a inovar

Entre a ideia e a concretização dela há um espaço que é difícil para dimensionar e varia de pessoa para pessoa. Não se trata de uma ciência exata e, portanto, tem forte subjetividade e dependência do contexto e circunstâncias.

De acordo com pesquisas recentes, 75% das startups que captaram recursos  de terceiros falharam em dar retorno a esses investidores, 95% delas falharam em atingir os resultados financeiros almejados e mais de 50% não sobreviveu ao seu  sexto aniversário (fonte: livro).
Segundo  Scott Anthony, autor do livro citado abaixo, o maior desafio que os inovadores tem inicialmente é manter o equilíbrio entre o pensamento e a execução. Segundo ele, os extremos são perigosos. De um lado existe a paralisia da análise que envolve pesquisas intermináveis, dúvidas e planos mirabolantes. Do outro  lado, fazer sem  pensar. A velocidade da execução e o crescimento são comprometidos se não há o entendimento dos elementos chave do modelo de negócios.

O alvo mais importante é encontrar os ingredients mágicos por trás da  grande ideia: a solução mais atraente para resolver uma necessidade de uma forma que cria valor.

Livro:

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Lei de Parkinson

“O trabalho se expande até ocupar todo o tempo que disponibilizamos para sua realização”. Esta é a Lei de Parkinson.
Na prática: se você se dá uma semana para concluir uma tarefa que demandaria no máximo três horas, esta tarefa irá crescer em complexidade e tornar-se psicologicamente mais difícil, de modo a preencher exatamente... uma semana.

Prepare-se! As notícias sinalizam um ambiente de negócios com ameaças.

Brasil é anão no comércio externo, com apenas 1,19% do total mundial

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) fez um estudo sobre exportações e importações do país, e uma das conclusões mostra a fraqueza do mercado interno, ou seja, da economia brasileira em 2014. Como se sabe, a AEB prevê, este ano, exportações de US$ 228,2 bilhões, com queda de 5,8% sobre o ano passado; nas importações, que deverão chegar a US$ 227,6, a redução sobre 2013 será de 5%. O superávit será de módicos US$ 635 milhões, valor ínfimo comparado com o saldo comercial recorde de US$ 46,4 bilhões de 2006. FONTE : PORTOS E NAVIOS

Fluxo cambial neste mês, até dia 25, está negativo em US$ 4,680 bilhões

O saldo da entrada e saída de dólares do país, fluxo cambial, permanece negativo, neste mês. De acordo com dados parciais do Banco Central (BC), em julho, até a última sexta-feira (25), as saídas de dólares superaram as entradas em US$ 4,680 bilhões. FONTE: EXPORT NEWS

OBS.: JÁ VEM ACONTENCENDO HÁ ALGUM TEMPO (MAIS DE 2 ANOS).

China é destino de 51,4% das vendas de minério de ferro da Vale

A China aumentou sua representatividade nas vendas totais de minério da Vale no segundo trimestre deste ano e voltou a comprar metade do volume. A mineradora brasileira informou hoje que de 76,889 milhões de toneladas de minério de ferro vendidas no intervalo de abril e junho, a China ficou com 39,506 milhões de toneladas, ou 51,4% do total. No mesmo trimestre do ano passado esse percentual era de 43,8% e no primeiro trimestre do ano de 47%.
FONTE: ADUANEIRAS

COMÉRCIO EXTERIOR COM POUCOS ACORDOS COMERCIAIS E NENHUM EFETIVO E IMPORTANTE. PARCEIROS FRACOS OU PROBLEMÁTICOS. POSTURA DE PAÍS RICO QUE TEM MAIS A DAR DO QUE RECEBER. DINHEIRO SOBRANDO PARA INVESTIR FORA. SÃO FATOS! OPINIÕES PODEM SER DIVERSAS.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Creating presentations


Design Philosophies From the Masters

When creating a presentation, it’s easy to get caught up focusing on the content — after all, it is the meat of any deck. But we can’t forget that if this information is not presented in an engaging way, its impact will not be as great. In other words: Design matters.
Below are 13 powerful design quotes from Leonardo Da Vinci, Bruno Munari and more, along with lessons you can implement for your own presentations.
Lesson: Follow the rule “less is more” with your slide design. You must avoid every temptation to use too much text or over-complicated charts and graphs. A storyboard can make simplicity easier to attain. Storyboards give you the opportunity to remove unnecessary elements. Your presentations will be more sophisticated, and your design process will be more efficient.
Lesson: Outsource design if you need. Design is a skill that develops over time, and there should be no shame in admitting design as a weakness. Interested in taking a first crack at it? Start with these tips for choosing the right photos for your decks.
Lesson: Quality design is critically important. Take for instance the world of industrial design — an Apple product looks vastly different than another competitor’s product. They care passionately not only about how the product works, but also how it feels in your hands. This intense focus on design obviously makes Apple the culture-shaping company it is today.
Lesson: Seek originality and avoid creating “me too” decks. My suggestion is to go analog and enjoy the ideas that will develop.
Lesson: If you design your own presentations, take the time to elevate your design skills. Don’t rely on software or apps to guide your design decisions. There are many blogs, videoscourses and workshops to help you develop refined design techniques.
Lesson: Presentation design can help an idea take off, or crash and burn. Design touches something in the human soul. Don’t forget about that intense power. If presentations are not your passion, collaborate with truly talented writers and designers.
Lesson: If you have ever created a presentation, you are a presentation designer. Even text-only decks featuring small, black font on a white background are designed; they are just poorly designed. By acknowledging that every presentation is designed, you might be inspired to take your designs up a notch.
Lesson: You have a major responsibility as a presenter — to empower others. Utilizing great design will help you get there, but it isn’t the entire equation. You also need to deliver thoughtful and meaningful ideas. To accomplish that goal, edit and refine your message repeatedly to ensure that your ideas are clearly expressed. Then design slides that visualize your core ideas.
Lesson: Great design isn’t just breathed to life. It takes inspiration and perspiration. It takes hard workMoodboard your ideas. Get your thoughts on paper. Do what it takes to thoroughly think about your design plan.
Lesson: Anything you do visually needs to start with a blueprint or a plan. Great design never just comes together. It takes conceptualization, visualization and a persistence to achieve your vision.
Lesson: Always remember that design is just one third of the presentation equation. It is a tool for uniting beauty and substance.
Lesson: Don’t be afraid to try new things when designing your presentation. Take a risk. Make a change. Aim to be courageous. For example, the guy who spoke before Lincoln gave his Gettysburg Address took two hours to give his speech. How long did it take Lincoln? Less than three minutes, and his speech changed the world.
Lesson: In the words of John Maeda, “Simplicity is about subtracting the obvious from the meaningful.” Keep slicing and dicing until you can’t do it anymore. Review everything and examine closely. And, when you are done. Do it again. And again until you are empty.
http://blog.slideshare.net/2014/06/23/design-philosophies-from-the-masters/

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Pensamento lateral


Há uma história sensacional que se passa durante a Segunda Guerra Mundial.
Um mecânico dedicava-se a estudar a blindagem de aviões de combate em suas áreas mais frágeis. Seu objetivo era reduzir as muitas baixas de soldados e aeronaves norte-americanas.



Ao examinar os aviões que retornavam às bases aéreas, este mecânico – cujo nome era Abraham Wald –, detectou um ladrão de áreas atingidas na fuselagem das aeronaves. Com pequenas variações o sinistro se localizava sempre numa área que pouco variava de um avião para outro.

Assim que determinou este padrão, Wald partiu para formular um novo modelo de blindagem que, em primeira análise, sugeriria a aplicação de mais proteção nas áreas constantemente atingidas pelos ataques inimigos.

Mas para surpresa geral, quando ele fez a apresentação dos resultados de seu estudo, Wald mudou completamente a tendência do pensamento predominante. Ele teve um insight fantástico. Sugeriu um modelo de reforço e blindagem que protegia diversas áreas das aeronaves, exceto todas aquelas que eram mais frequentemente atingidas. E justificou sua conclusão por aquela falsa percepção que nos empurra a enxergar o que devemos fazer pelo viés do sucesso, sem levar em conta que o fracasso adota o mesmo padrão, e poderá vir no mesmo pacote.

Explicando melhor. Se os aviões eram atingidos quase sempre no mesmo lugar e ainda assim voltavam para as bases, estava claro que as avarias naqueles pontos não eram fatais. Muito provavelmente os aviões abatidos, e que não podiam ser avaliados, apresentariam buracos de bala em áreas diferentes daquelas estatisticamente mais afetadas.

Muitas vezes – ou sempre – devemos olhar mais para os fracassos e aprender com eles, para, assim,  atingirmos o sucesso com que sonhamos.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Fim do poder ou Dispersão do poder

Considerações interessantes do escritor venezuelano Naim sobre o poder e o mundo de hoje. O texto serve como base para diversas reflexões e pesquisas. Fiz a retirada de uma parte do texto e formatei  para facilitar a leitura e compreensão. Publicado em Època março 2014.

A idéia central de Naim diz respeito não tanto ao desaparecimento, mas à fragmentação do poder. A primeira imagem que utiliza é a do xadrez. Em 1970, havia 71 grandes mestres. Hoje, seu número já ultrapassa os 1,2 mil. Alguém poderia retrucar dizendo que não vivemos o fim, mais proliferação do poder. Há simplesmente mais gente em condições de competir.  A vida anda mais complicada para quem detém o poder, e relativamente mais fácil para quem quer entrar no jogo.

1. O dado mais evidente a demonstrar a tese de Naim é a própria dispersão do poder entre os estados soberanos. Em 1947, eram 67 países, ao redor do planeta, contra os 193 existentes, atualmente.

2. Também a democracia se expandiu. Segundo a Freedom House, temos hoje 117 democracias eleitorais. Eram 69, no final dos anos oitenta. Pela primeira vez na história, mais de metade da população do globo vive em regimes democráticos.

3. Entre as 2,5 mil maiores empresas do planeta, na lista Forbes 2012, há duzentas companhias americanas a menos do que havia cinco anos antes. Vivemos o que Jeffrey Sachs chama a era da convergência. 

4. Dado do Tesouro australiano, no dia 28 de março de 2012, pela primeira vez na história, o tamanho das economias menos desenvolvidas superou a dos países ricos.

5 O tempo médio de permanência de um CEO, em companhias de maior porte, caiu pela metade. De 10 anos, em média, nos anos 90, para 5,5 anos, nos dias de hoje. Estamos falando de menos previsibilidade, concorrência mais acirrada e mais barreiras para colocar decisões em prática.


O coração da tese de Naim são as “três revoluções” do nosso tempo.

1. A primeira é a “revolução do mais”. Mais renda e riqueza, para começar. A renda per capita cresceu 3,5 vezes, desde 1950. Mais gente educada e com acesso à informação. 84% da população global é hoje alfabetizada, contra 75%, em 1990. Os números sugerem aquela que talvez seja a grande tendência desta primeira metade de século XXI: a migração da escassez para a abundância, em escala global. Naim não chega a tanto, mas tem coragem de reconhecer o que muitos fazem de conta, por charme ou ideologia, que não enxergam: o fim gradativo da pobreza e a emergência de sociedade de classe média. Até o final da década, a classe média global será formada por mais de três bilhões de pessoas. Gente mais bem informada, ávida pela integração ao mundo do consumo, impaciente com a inépcia e a corrupção dos governos. O Fim do Poder não deixa de ser, neste prisma, um manifesto de esperança. A esperança de que um punhado de avanços materiais e sociais nos levará ao progresso civilizatório. Naim chega mesmo a sugerir uma fórmula iluminista, dizendo que "quando as pessoas são mais numerosas e vivem vidas mais plenas, tornam-se mais difíceis de regular, controlar e dominar". Lendo estas palavras, me veio à mente Stefan Zweig e sua descrição elegante da república de Weimar, seguida da imensa desilusão, com a prostração de alguns milhões de alemães bem educados ao nacional socialismo.

2. A fórmula iluminista se repete quando ele trata da sua segunda revolução, a da “mobilidade”. “O poder precisa de uma audiência cativa”, afirma. Naim cita a frase, de gosto duvidoso, do ex-conselheiro de segurança nacional do Governo Carter, Zbigniew Brzezinski, segundo o qual é mais fácil, nos dias de hoje, matar 100 milhões de pessoas do que as controlar. De todo modo, há estatísticas de sobra para sustentar a tese de Naim: o número de migrantes, planeta afora, cresceu 37% nos últimos vinte anos; em 2012, pela primeira vez, nasceram mais bebês “não brancos”, nos Estados Unidos. O planeta se move. As pessoas viajam mais, tendo se multiplicado por quatro o fluxo turístico, desde os anos 80. Vivemos em um planeta urbano. Desde 2007, a população das cidades superou a das áreas rurais. É no ambiente urbano, desde sempre, que florescem o pensamento crítico e a contestação ao poder.


Naim evita superestimar o papel da internet, na erosão do poder, o que soa como um erro. Difícil não perceber como as redes sócias e os smartphones simplesmente explodiram o poder. Manuel Castells estudou as revoltas populares em mais de oitenta países, mundo afora, em seu Redes de Indignação e Esperança, e em quase todas o elemento flash mob dava as cartas. Os ativistas digitais saíram às ruas. O resultado é paradoxal: para os donos do poder, as coisas ficaram mais difíceis. O poder se tornou, por definição, instável. Para quem contesta o poder, porém, as coisas não ficaram necessariamente mais fáceis. Dez capas seguidas em uma revista com mais de um milhão de exemplares, contra o governo, num País do tamanho do Brasil, não parecem causar dano maior às estruturas do poder. Para cada notícia contra, há dez versões a favor, e assim segue, numa espécie de jogo de espelhos. Há a internet inteira, as redes, a blogosfera, amortecendo o impacto de cada notícia. Algo que lembra Jean Baudrillard, o lírico pós-moderno, para quem a sociedade da informação fez com que o universo virtual se expandisse a uma velocidade maior do que o real. O resultado é que a informação se banaliza. O mesmo ocorre com a atividade intelectual. Vargas Llosa já havia identificado o fenômeno. Os intelectuais perdem relevância como consciência crítica da sociedade. Ainda bem, penso eu. Isto ocorre pelas razões de Naim: pelo excesso. De idéias, de gente escrevendo, opinando, argumentando, publicando.

3. Naim vincula o fim do poder com uma revolução do pensamento. Em primeiro lugar, há mais expectativas. Não é a privação que produz a revolta, mas a esperança. O aumento da renda tende a gerar uma inconformidade positiva. As pessoas simplesmente querem mais, e percebem que dispõem de poder para exigir. Em segundo lugar, vivemos uma época de ceticismo. Dos anos sessenta até hoje, o percentual de americanos que acham que o governo está “fazendo a coisa certa” caiu de 75% para 25%. Os governos de hoje, decididamente, não são piores do que os do passado. A diferença é que John Kennedy podia ter quantas amantes quisesse, ao passo que François Hollande mal pode dar um passeio de lambreta. O poder foi profanado, e teremos que aprender a conviver com a permanente sensação de instabilidade, de que algo não vai bem, que acompanhará a vida democrática, doravante.

A erosão do poder traz ainda um perigo: a perda de governabilidade das democracias. Em 2012, 30 das 34 democracias mais ricas do planeta tinham presidentes ou primeiro ministros com minoria no parlamento. O resultado é a paralisia. Francis Fukuyama cunhou mesmo uma expressão para definir este fenômeno: a vetodemocracia. O exemplo mais emblemático foi o fechamento do governo norte-americano, por 16 dias, em outubro do ano passado. No Brasil, o governo lidera uma coalizão majoritária, mas o quadro de paralisia é semelhante. O país já cansou de falar em reformas estruturais, mas pouco se avança. Vivemos sob o espectro de uma sociedade hiper-organizada, repleta de redes de protesto, com uma miríade de grupos sem força para chegar ao poder, mas capazes de “paralisar o jogo”. São os sindicatos impedindo a modernização da legislação trabalhista, corporações de professores impedindo a reforma da educação, ou, em um plano mais amplo, o governo como um todo em marcha lenta, com seus quarenta ministérios, perdido em uma coalizão de quatorze partidos.

Dizer que o planeta está prestes a realizar o sonho kantiano, da grande comunidade de repúblicas, em que vigora a hospitalidade universal seria um exagero, mas o mundo é, nos dias de hoje, claramente mais hostil aos infratores de direitos. A cena das multidões passeando pelo palácio do presidente Yanukovitch, recém deposto na Ucrânia, e o levante popular contra o regime chavista, na Venezuela, caem como luva para a tese de Naim. Ele diz que nossa época assiste a um “consenso moral jamais visto”, sobre como os países devem se comportar. Talvez seu próximo livro mereça um capítulo sobre como retirar este consenso da esfera moral e o colocar em prática. O que fazer com a Coréia do Norte, por exemplo e, mais difícil, com tipos como ex-astro de basquete, Dennis Rodman e todos os apreciadores de regimes autoritários, mundo afora. Sobre como criar uma cultura democrática forte o suficiente para evitar que se repita a história trágica da elegante republica de Weimar. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

7 dicas para destravar a conversação em inglês

Da Exame.com
Começar a estudar o idioma é o primeiro passo. Mas o caminho até a fluência é longo e para algumas pessoas passa obrigatoriamente por um obstáculo difícil de superar: o bloqueio para falar.
Para o instrutor do Berlitz Educação Global, Luis Simões, que tem duas décadas de experiência em ensino da língua inglesa, casos de estudantes que reclamam da dificuldade em por em prática o que aprenderam em uma conversação são frequentes.
Mas o que fazer, neste caso? É possível destravar as habilidades de conversação em inglês ou em qualquer outro idioma? Para dois especialistas consultados por EXAME.com é, sim, totalmente possível. Para isso, eles selecionaram algumas dicas. Confira:
1 Não tenha vergonha do sotaque
“As pessoas se preocupam muito, principalmente, as mais tímidas e reservadas. Elas tendem a procurar desculpas para não falar”, diz Simões. Uma das justificativas para o bloqueio é o sotaque forte, segundo o professor do Berlitz.
Na opinião dele, a vergonha por não ter a pronúncia de um nativo é reflexo do perfeccionismo. Mas, antes de ficar mudo ao menor sinal de uma conversa em outra língua, leve em consideração que o importante é transmitir a mensagem e ser compreendido. “Hoje em dia não se censura a regionalidade, até se valoriza que traços locais sejam conservados”, diz Simões. 
2 Fale sem medo de errar
Autocrítica muito elevada é um dos fatores limitantes para o aprendizado, diz Rosângela Souza, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto.
A exposição ao idioma e o erro são fundamentais para o aprendizado, afirma a especialista. “É como aprender a dirigir. Se só estudar o livrinho, não sai dirigindo. Se tiver medo de pegar o carro ou de deixar o carro morrer, não aprenderá”, explica.
“Só se aprende começando a falar”, concorda Simões. Errar é importante durante o processo de aprendizado, explica. “É ótimo acertar, mas a pessoa não esquece os erros especialmente quando são corrigidos”, diz o professor do Berlitz.
3 Não tenha receio de ser corrigido
A não ser que você peça para um estrangeiro corrigi-lo, ele não o fará, afirma categoricamente, Luis Simões. “Nunca vi isso acontecer”, diz.
É comum o receio de que o estrangeiro vai agir com dureza ao ouvir seu interlocutor cometendo um erro. “Muito pelo contrário, ao perceber o interesse em aprender a sua língua, o estrangeiro fica feliz e valoriza o esforço”, diz Simões.
Por isso, é raro que façam qualquer correção espontaneamente. “Seria uma grosseria”, diz o professor do Berlitz.
4 Aproveite as oportunidades para praticar
Não fuja, pratique. Procure pessoas que estudem ou já falem a língua e com quem tenha mais intimidade para conversar, indica Simões.
Para os mais tímidos, é uma boa forma ir “soltando a língua” em situações mais informais, primeiro.
Quem frequenta cursos regulares do idioma deve entender que aquele é o momento certo para se esforçar e tentar, de fato, falar na outra língua.
“Dificilmente as pessoas saem da escola e vão buscar sozinhas situações em que vão praticar o idioma. Por isso, é importante praticar em sala de aula”, diz.

5 Equilibre habilidades de compreensão, leitura, escrita e fala
O ideal é ter o equilíbrio na prática das quatro habilidades, defende Rosângela. “Só que a mais difícil é a conversação”, ressalta.
E a especialista alerta: “Monteiro Lobato disse: quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê. A leitura constante nos dá vocabulário, consolidação de estruturas gramaticais e milhões de ideias de como se expressar”. Por isso lembre-se, ler e ouvir são essenciais também para destravar a fala.
“A leitura no aprendizado do inglês ou de outros idiomas muito diferentes do português acontece de forma gradativa, pois o aluno precisa ter um nível pré-intermediário para começar a ler temas variados e conteúdo mais densos”, lembra a especialista. Comece aos poucos e escolha textos adequados ao seu nível de conhecimento.
6 Assista filmes com legendas no idioma original
Para níveis a partir do intermediário, Simões indica assistir a séries ou filmes com legendas no idioma original. “Para acompanhar juntamente com o áudio”, diz o professor.
Comece com filmes que você já viu e conhece a história para testar sua capacidade compreensão. Ou aposte em filmes de ação, que têm frases mais curtas e objetivas. “As comédias têm muita gíria e romances épicos trazem vocabulário de difícil compreensão“, lembra Simões.
7 Ouça músicas acompanhando a letra
Mais uma forma de usar o interesse a favor do aprendizado do idioma. Escolha músicas de que gosta e pesquise a letra.
“Música ajuda muito e acrescenta vocabulário. Mas é importante ter em mente que trata-se de uma poesia, portanto quem manda é a harmonia”, diz Simões se referindo às gírias e à linguagem mais distante do padrão de algumas canções.
8 Fuja da tendência à tradução simultânea
Ficar traduzindo palavra por palavra de um texto, além de chato e demorado, é um perigo, diz Simões. “As palavras têm significado cultural”, lembra Simões.
Ele cita a expressão “chá de cadeira”, em português. Nesse caso, fica claro que a tradução literal não funcionaria. “O importante é perceber quais são as palavras mais importantes e se está sendo possível acompanhar a história. Se não está, é hora de parar e procurar o significado das palavras”, diz Simões.