quarta-feira, 18 de junho de 2014

Pensamento lateral


Há uma história sensacional que se passa durante a Segunda Guerra Mundial.
Um mecânico dedicava-se a estudar a blindagem de aviões de combate em suas áreas mais frágeis. Seu objetivo era reduzir as muitas baixas de soldados e aeronaves norte-americanas.



Ao examinar os aviões que retornavam às bases aéreas, este mecânico – cujo nome era Abraham Wald –, detectou um ladrão de áreas atingidas na fuselagem das aeronaves. Com pequenas variações o sinistro se localizava sempre numa área que pouco variava de um avião para outro.

Assim que determinou este padrão, Wald partiu para formular um novo modelo de blindagem que, em primeira análise, sugeriria a aplicação de mais proteção nas áreas constantemente atingidas pelos ataques inimigos.

Mas para surpresa geral, quando ele fez a apresentação dos resultados de seu estudo, Wald mudou completamente a tendência do pensamento predominante. Ele teve um insight fantástico. Sugeriu um modelo de reforço e blindagem que protegia diversas áreas das aeronaves, exceto todas aquelas que eram mais frequentemente atingidas. E justificou sua conclusão por aquela falsa percepção que nos empurra a enxergar o que devemos fazer pelo viés do sucesso, sem levar em conta que o fracasso adota o mesmo padrão, e poderá vir no mesmo pacote.

Explicando melhor. Se os aviões eram atingidos quase sempre no mesmo lugar e ainda assim voltavam para as bases, estava claro que as avarias naqueles pontos não eram fatais. Muito provavelmente os aviões abatidos, e que não podiam ser avaliados, apresentariam buracos de bala em áreas diferentes daquelas estatisticamente mais afetadas.

Muitas vezes – ou sempre – devemos olhar mais para os fracassos e aprender com eles, para, assim,  atingirmos o sucesso com que sonhamos.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Fim do poder ou Dispersão do poder

Considerações interessantes do escritor venezuelano Naim sobre o poder e o mundo de hoje. O texto serve como base para diversas reflexões e pesquisas. Fiz a retirada de uma parte do texto e formatei  para facilitar a leitura e compreensão. Publicado em Època março 2014.

A idéia central de Naim diz respeito não tanto ao desaparecimento, mas à fragmentação do poder. A primeira imagem que utiliza é a do xadrez. Em 1970, havia 71 grandes mestres. Hoje, seu número já ultrapassa os 1,2 mil. Alguém poderia retrucar dizendo que não vivemos o fim, mais proliferação do poder. Há simplesmente mais gente em condições de competir.  A vida anda mais complicada para quem detém o poder, e relativamente mais fácil para quem quer entrar no jogo.

1. O dado mais evidente a demonstrar a tese de Naim é a própria dispersão do poder entre os estados soberanos. Em 1947, eram 67 países, ao redor do planeta, contra os 193 existentes, atualmente.

2. Também a democracia se expandiu. Segundo a Freedom House, temos hoje 117 democracias eleitorais. Eram 69, no final dos anos oitenta. Pela primeira vez na história, mais de metade da população do globo vive em regimes democráticos.

3. Entre as 2,5 mil maiores empresas do planeta, na lista Forbes 2012, há duzentas companhias americanas a menos do que havia cinco anos antes. Vivemos o que Jeffrey Sachs chama a era da convergência. 

4. Dado do Tesouro australiano, no dia 28 de março de 2012, pela primeira vez na história, o tamanho das economias menos desenvolvidas superou a dos países ricos.

5 O tempo médio de permanência de um CEO, em companhias de maior porte, caiu pela metade. De 10 anos, em média, nos anos 90, para 5,5 anos, nos dias de hoje. Estamos falando de menos previsibilidade, concorrência mais acirrada e mais barreiras para colocar decisões em prática.


O coração da tese de Naim são as “três revoluções” do nosso tempo.

1. A primeira é a “revolução do mais”. Mais renda e riqueza, para começar. A renda per capita cresceu 3,5 vezes, desde 1950. Mais gente educada e com acesso à informação. 84% da população global é hoje alfabetizada, contra 75%, em 1990. Os números sugerem aquela que talvez seja a grande tendência desta primeira metade de século XXI: a migração da escassez para a abundância, em escala global. Naim não chega a tanto, mas tem coragem de reconhecer o que muitos fazem de conta, por charme ou ideologia, que não enxergam: o fim gradativo da pobreza e a emergência de sociedade de classe média. Até o final da década, a classe média global será formada por mais de três bilhões de pessoas. Gente mais bem informada, ávida pela integração ao mundo do consumo, impaciente com a inépcia e a corrupção dos governos. O Fim do Poder não deixa de ser, neste prisma, um manifesto de esperança. A esperança de que um punhado de avanços materiais e sociais nos levará ao progresso civilizatório. Naim chega mesmo a sugerir uma fórmula iluminista, dizendo que "quando as pessoas são mais numerosas e vivem vidas mais plenas, tornam-se mais difíceis de regular, controlar e dominar". Lendo estas palavras, me veio à mente Stefan Zweig e sua descrição elegante da república de Weimar, seguida da imensa desilusão, com a prostração de alguns milhões de alemães bem educados ao nacional socialismo.

2. A fórmula iluminista se repete quando ele trata da sua segunda revolução, a da “mobilidade”. “O poder precisa de uma audiência cativa”, afirma. Naim cita a frase, de gosto duvidoso, do ex-conselheiro de segurança nacional do Governo Carter, Zbigniew Brzezinski, segundo o qual é mais fácil, nos dias de hoje, matar 100 milhões de pessoas do que as controlar. De todo modo, há estatísticas de sobra para sustentar a tese de Naim: o número de migrantes, planeta afora, cresceu 37% nos últimos vinte anos; em 2012, pela primeira vez, nasceram mais bebês “não brancos”, nos Estados Unidos. O planeta se move. As pessoas viajam mais, tendo se multiplicado por quatro o fluxo turístico, desde os anos 80. Vivemos em um planeta urbano. Desde 2007, a população das cidades superou a das áreas rurais. É no ambiente urbano, desde sempre, que florescem o pensamento crítico e a contestação ao poder.


Naim evita superestimar o papel da internet, na erosão do poder, o que soa como um erro. Difícil não perceber como as redes sócias e os smartphones simplesmente explodiram o poder. Manuel Castells estudou as revoltas populares em mais de oitenta países, mundo afora, em seu Redes de Indignação e Esperança, e em quase todas o elemento flash mob dava as cartas. Os ativistas digitais saíram às ruas. O resultado é paradoxal: para os donos do poder, as coisas ficaram mais difíceis. O poder se tornou, por definição, instável. Para quem contesta o poder, porém, as coisas não ficaram necessariamente mais fáceis. Dez capas seguidas em uma revista com mais de um milhão de exemplares, contra o governo, num País do tamanho do Brasil, não parecem causar dano maior às estruturas do poder. Para cada notícia contra, há dez versões a favor, e assim segue, numa espécie de jogo de espelhos. Há a internet inteira, as redes, a blogosfera, amortecendo o impacto de cada notícia. Algo que lembra Jean Baudrillard, o lírico pós-moderno, para quem a sociedade da informação fez com que o universo virtual se expandisse a uma velocidade maior do que o real. O resultado é que a informação se banaliza. O mesmo ocorre com a atividade intelectual. Vargas Llosa já havia identificado o fenômeno. Os intelectuais perdem relevância como consciência crítica da sociedade. Ainda bem, penso eu. Isto ocorre pelas razões de Naim: pelo excesso. De idéias, de gente escrevendo, opinando, argumentando, publicando.

3. Naim vincula o fim do poder com uma revolução do pensamento. Em primeiro lugar, há mais expectativas. Não é a privação que produz a revolta, mas a esperança. O aumento da renda tende a gerar uma inconformidade positiva. As pessoas simplesmente querem mais, e percebem que dispõem de poder para exigir. Em segundo lugar, vivemos uma época de ceticismo. Dos anos sessenta até hoje, o percentual de americanos que acham que o governo está “fazendo a coisa certa” caiu de 75% para 25%. Os governos de hoje, decididamente, não são piores do que os do passado. A diferença é que John Kennedy podia ter quantas amantes quisesse, ao passo que François Hollande mal pode dar um passeio de lambreta. O poder foi profanado, e teremos que aprender a conviver com a permanente sensação de instabilidade, de que algo não vai bem, que acompanhará a vida democrática, doravante.

A erosão do poder traz ainda um perigo: a perda de governabilidade das democracias. Em 2012, 30 das 34 democracias mais ricas do planeta tinham presidentes ou primeiro ministros com minoria no parlamento. O resultado é a paralisia. Francis Fukuyama cunhou mesmo uma expressão para definir este fenômeno: a vetodemocracia. O exemplo mais emblemático foi o fechamento do governo norte-americano, por 16 dias, em outubro do ano passado. No Brasil, o governo lidera uma coalizão majoritária, mas o quadro de paralisia é semelhante. O país já cansou de falar em reformas estruturais, mas pouco se avança. Vivemos sob o espectro de uma sociedade hiper-organizada, repleta de redes de protesto, com uma miríade de grupos sem força para chegar ao poder, mas capazes de “paralisar o jogo”. São os sindicatos impedindo a modernização da legislação trabalhista, corporações de professores impedindo a reforma da educação, ou, em um plano mais amplo, o governo como um todo em marcha lenta, com seus quarenta ministérios, perdido em uma coalizão de quatorze partidos.

Dizer que o planeta está prestes a realizar o sonho kantiano, da grande comunidade de repúblicas, em que vigora a hospitalidade universal seria um exagero, mas o mundo é, nos dias de hoje, claramente mais hostil aos infratores de direitos. A cena das multidões passeando pelo palácio do presidente Yanukovitch, recém deposto na Ucrânia, e o levante popular contra o regime chavista, na Venezuela, caem como luva para a tese de Naim. Ele diz que nossa época assiste a um “consenso moral jamais visto”, sobre como os países devem se comportar. Talvez seu próximo livro mereça um capítulo sobre como retirar este consenso da esfera moral e o colocar em prática. O que fazer com a Coréia do Norte, por exemplo e, mais difícil, com tipos como ex-astro de basquete, Dennis Rodman e todos os apreciadores de regimes autoritários, mundo afora. Sobre como criar uma cultura democrática forte o suficiente para evitar que se repita a história trágica da elegante republica de Weimar. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

7 dicas para destravar a conversação em inglês

Da Exame.com
Começar a estudar o idioma é o primeiro passo. Mas o caminho até a fluência é longo e para algumas pessoas passa obrigatoriamente por um obstáculo difícil de superar: o bloqueio para falar.
Para o instrutor do Berlitz Educação Global, Luis Simões, que tem duas décadas de experiência em ensino da língua inglesa, casos de estudantes que reclamam da dificuldade em por em prática o que aprenderam em uma conversação são frequentes.
Mas o que fazer, neste caso? É possível destravar as habilidades de conversação em inglês ou em qualquer outro idioma? Para dois especialistas consultados por EXAME.com é, sim, totalmente possível. Para isso, eles selecionaram algumas dicas. Confira:
1 Não tenha vergonha do sotaque
“As pessoas se preocupam muito, principalmente, as mais tímidas e reservadas. Elas tendem a procurar desculpas para não falar”, diz Simões. Uma das justificativas para o bloqueio é o sotaque forte, segundo o professor do Berlitz.
Na opinião dele, a vergonha por não ter a pronúncia de um nativo é reflexo do perfeccionismo. Mas, antes de ficar mudo ao menor sinal de uma conversa em outra língua, leve em consideração que o importante é transmitir a mensagem e ser compreendido. “Hoje em dia não se censura a regionalidade, até se valoriza que traços locais sejam conservados”, diz Simões. 
2 Fale sem medo de errar
Autocrítica muito elevada é um dos fatores limitantes para o aprendizado, diz Rosângela Souza, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto.
A exposição ao idioma e o erro são fundamentais para o aprendizado, afirma a especialista. “É como aprender a dirigir. Se só estudar o livrinho, não sai dirigindo. Se tiver medo de pegar o carro ou de deixar o carro morrer, não aprenderá”, explica.
“Só se aprende começando a falar”, concorda Simões. Errar é importante durante o processo de aprendizado, explica. “É ótimo acertar, mas a pessoa não esquece os erros especialmente quando são corrigidos”, diz o professor do Berlitz.
3 Não tenha receio de ser corrigido
A não ser que você peça para um estrangeiro corrigi-lo, ele não o fará, afirma categoricamente, Luis Simões. “Nunca vi isso acontecer”, diz.
É comum o receio de que o estrangeiro vai agir com dureza ao ouvir seu interlocutor cometendo um erro. “Muito pelo contrário, ao perceber o interesse em aprender a sua língua, o estrangeiro fica feliz e valoriza o esforço”, diz Simões.
Por isso, é raro que façam qualquer correção espontaneamente. “Seria uma grosseria”, diz o professor do Berlitz.
4 Aproveite as oportunidades para praticar
Não fuja, pratique. Procure pessoas que estudem ou já falem a língua e com quem tenha mais intimidade para conversar, indica Simões.
Para os mais tímidos, é uma boa forma ir “soltando a língua” em situações mais informais, primeiro.
Quem frequenta cursos regulares do idioma deve entender que aquele é o momento certo para se esforçar e tentar, de fato, falar na outra língua.
“Dificilmente as pessoas saem da escola e vão buscar sozinhas situações em que vão praticar o idioma. Por isso, é importante praticar em sala de aula”, diz.

5 Equilibre habilidades de compreensão, leitura, escrita e fala
O ideal é ter o equilíbrio na prática das quatro habilidades, defende Rosângela. “Só que a mais difícil é a conversação”, ressalta.
E a especialista alerta: “Monteiro Lobato disse: quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê. A leitura constante nos dá vocabulário, consolidação de estruturas gramaticais e milhões de ideias de como se expressar”. Por isso lembre-se, ler e ouvir são essenciais também para destravar a fala.
“A leitura no aprendizado do inglês ou de outros idiomas muito diferentes do português acontece de forma gradativa, pois o aluno precisa ter um nível pré-intermediário para começar a ler temas variados e conteúdo mais densos”, lembra a especialista. Comece aos poucos e escolha textos adequados ao seu nível de conhecimento.
6 Assista filmes com legendas no idioma original
Para níveis a partir do intermediário, Simões indica assistir a séries ou filmes com legendas no idioma original. “Para acompanhar juntamente com o áudio”, diz o professor.
Comece com filmes que você já viu e conhece a história para testar sua capacidade compreensão. Ou aposte em filmes de ação, que têm frases mais curtas e objetivas. “As comédias têm muita gíria e romances épicos trazem vocabulário de difícil compreensão“, lembra Simões.
7 Ouça músicas acompanhando a letra
Mais uma forma de usar o interesse a favor do aprendizado do idioma. Escolha músicas de que gosta e pesquise a letra.
“Música ajuda muito e acrescenta vocabulário. Mas é importante ter em mente que trata-se de uma poesia, portanto quem manda é a harmonia”, diz Simões se referindo às gírias e à linguagem mais distante do padrão de algumas canções.
8 Fuja da tendência à tradução simultânea
Ficar traduzindo palavra por palavra de um texto, além de chato e demorado, é um perigo, diz Simões. “As palavras têm significado cultural”, lembra Simões.
Ele cita a expressão “chá de cadeira”, em português. Nesse caso, fica claro que a tradução literal não funcionaria. “O importante é perceber quais são as palavras mais importantes e se está sendo possível acompanhar a história. Se não está, é hora de parar e procurar o significado das palavras”, diz Simões.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

6 novas formas de aprendizagem na Web 2.0

Há um novo paradigma de ensino e aprendizado na Era Digital. Ficou mais fácil criar e compartilhar informação. Ao mesmo tempo, as pessoas têm encontrado na internet uma maneira diferente – e por vezes mais atraente – de se apropriar desse conhecimento, em qualquer lugar e no seu tempo.
Os links abaixo são bons exemplos das novas formas de ensinar e aprender, totalmente baseados na internet e no compartilhamento de informações.
Khan Academy
Khan AcademyUma biblioteca com mais de 2.400 vídeos abrangendo assuntos diversos, de aritmética a física, passando por finanças, história e 150 exercícios práticos. Os alunos podem aprender o que quiserem, quando quiserem e no seu ritmo.
http://www.khanacademy.org/
Engineer Guy
Engineer GuyNessa série fantástica, Bill Hammac, professor de engenharia da Universidade de Illinois, explica o funcionamento de objetos do nosso dia a dia, como um disco rígido de computador ou uma lâmpada.
http://www.engineerguy.com/
iTunes U
iTunes UStanford, Oxford, MIT e outras 800 universidades disponibilizam aulas no iTunes. Dessa forma, é possível levar em seu iPhone aulas de astrofísica a zoologia.
http://apple.com/education/itunes-u
Google Code University
Google CodeEstudantes de ciência da computação e educadores podem acessar tutoriais, cursos e vídeos sobre programação, sistemas de distribuição e outros assuntos relacionados. Vários dos cursos foram desenvolvidos pelos funcionários da Google.
http://code.google.com/edu
MOMA’s Modern Teachers
Modern TeachersO MOMA oferece visitas guiadas, aulas e imagens de assuntos como futurismo e artistas como Eva Hesse e Roy Lichtenstein. Tudo gratuito.
http://moma.org/modernteachers
YouTube Edu
YouTube EduEsse canal do YouTube hospeda mais de 125 mil vídeos educacionais, de universidades a educadores independentes, como a própria Khan Academy.
http://youtube.com/edu


Fonte: Blog Ciatech

10 dicas de ferramentas de busca especiais para pesquisar livros e artigos


10 dicas de ferramentas de busca: WorldCat

WorldCat se identifica como o maior catálogo de bibliotecas do mundo. Se isso é verdade não podemos dizer, porém com um conteúdo de cerca de 10 mil bibliotecas com livros, DVDs, CDs e artigos é muito possível que você encontre o que precisa.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Google Books

No Google Books você irá encontrar milhares de livros e outros conteúdos gratuitos como artigos sobre os mais variados assuntos e autores.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Scirus

Scirus é uma ferramenta de busca científica com mais de 460 milhões de conteúdos indexados. Você irá encontrar artigos, patentes, sites educacionais, informações sobre cientistas e muito mais.

10 dicas de ferramentas de busca: HighBeam Research

HighBeam Research pesquisa artigos e outras fontes de materiais publicados. A ferramenta pode ser usada gratuitamente por um período de até sete dias.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Vadlo

Vadlo é um motor de buscas que oferece ferramentas, protocolos, apresentações e outros materiais de pesquisas acadêmicas e descobertas científicas.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Open Library

No site Open Library você irá encontrar livros eletrônicos e outros materiais de fontes gratuitas, além de poder contribuir para que esse catálogo continue aumentando.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Online Journals Search Engine

A ferramenta Online Journals Search Engine é um motor de busca científica que permite que você encontre jornais, artigos, relatórios de pesquisas, livros e outras publicações científicas.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Bioline International

Se você procura por artigos na área científica pode usar o Bioline International, uma ferramenta de busca que disponibiliza diversos jornais científicos de países emergentes. Ele é administrado por cientistas e bibliotecários que fazem um trabalho colaborativo por meio de outras iniciativas sem fins lucrativos.

10 dicas de ferramentas de busca: SpringerLink

SpringerLink disponibiliza artigos de diversas áreas de estudo, da arquitetura a medicina. Estão disponíveis também livros, protocolos e outras ferramentas.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Jurn

Na ferramenta de busca Jurn é possível obter resultados de mais de 4 mil jornais e artigos gratuitos nas áreas de artes e humanidades.
  


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

Um estudo recentemente publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou dez técnicas comuns de aprendizagem para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.
O resultado do paper (íntegra aqui) traz algumas surpresas para o estudante.
Técnicas bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como as de utilidade mais baixa.
Três práticas foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.
E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.
É a ciência desaprovando boa parte do meu método de estudo, muito baseado em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais. Por outro lado, foi confirmada a impressão que eu tinha de que a realização de exercícios em doses cavalares era extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.
Lembre-se de que o ranking reflete os resultados do estudo, porém cada pessoa tem o seu estilo de estudo e nada está escrito em pedra. Dito isto, falemos agora sobre as dez técnicas, das piores para as melhores.

Grifar (utilidade: baixa)
Tão fácil quanto ineficiente.
Prepara-se para dar um descanso ao seu grifador amarelo. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço.
Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.

Releitura (utilidade: baixa)
Deixa eu ler pela quinta vez…
Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura (massive rereading) podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.

Mnemônicos (utilidade: baixa)
Remember, remember, SoCiDiVaPlu.
Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização (diz-se de técnica, exercício etc.); fácil de ser lembrado; de fácil memorização.
Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).
O estudo da Psychological Science in the Public Interest mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar.
Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.

Visualização (utilidade: baixa)
Exemplo de mapa mental.
Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva.


Surpreendentemente (ao menos para mim), a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação.
Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho a conexão de ideias e conceitos.
De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica efetiva para provas que exijam conhecimentos inferidos de textos.

Resumos (utilidade: baixa)
Vou resumir para você.
Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem.
O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas.
Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. O paper diz que a técnica pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.

Interrogação elaborativa (utilidade: moderada)
Por que é que a vida é assim?
A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros.
O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.
Seguindo o exemplo que demos pouco antes, em vez de decorar um mnemônico como SoCiDiVaPlu, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa.
Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.
Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

Auto-explicação (utilidade: moderada)
Entendeu, Eu Mesma?
A auto-explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo.
O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

Estudo intercalado (utilidade: moderada)
Vou alternar as matérias, na ordem dessa pequena pilha.
O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias em posts anteriores.
A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória.
Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas).
O principal benefício da intercalação, como já havíamos observado, é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

Teste prático (utilidade: alta)
Simular é o melhor caminho.
Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.
No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão que encontrar pela frente.
Como já recomendamos anteriormente, a maneira mais fácil de realizar testes é utilizando sistemas específicos para isso, como o site Questões de Concursos.

Prática distribuída (utilidade: alta)
Vou rever o conteúdo a cada 15 dias.
A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só (a.k.a. na véspera da prova).
Pesquisas mostram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, vocÊ deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.
A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.
Essa é exatamente a teoria de Tony Schwartz aplicada em técnicas de timebox como a Pomodoro Technique.

Quais as suas técnicas de estudo?
Se você está estudando algo, seja para concursos ou não, deixe suas opiniões sobre a pesquisa na caixa de comentários.
Quais dessas técnicas você utiliza? Você concorda com os resultados? Que outras técnicas de estudo você recomendaria?
Fonte: Big Think

Apud: http://mude.nu/estudo-10-melhores-formas/

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Best Business Books 2013


Our annual review of the year’s best business books. See also Best Business Books 2013—in Pictures.

by Theodore Kinni
Welcome to the 13th annual edition ofstrategy+business’s best business books. Every year we strive to assemble a reading list that will not only engross and entertain you, but also provide concepts, tools, and insights that can help you lead your company to a better future.
This year’s best business books section includes seven essays by expert guides. Walter Kiechel III, former Fortunemanaging editor, reviews books on strategy that reflect two realities: Competitive advantage is transient, and continuous innovation is an imperative. David Hurst, s+b contributing editor, selects books that tell company stories, each a chronicle of failure, but not always recovery. John Jullens, a Booz & Company partner working in China, presents books that explore the three waves of global competitors that are emerging from developing economies. Howard Rheingold, who’s been surfing the leading edge of digitization since the early 1980s, picks out books that examine three emerging digital phenomena—big data, socialstructing, and spreadable media. Catharine Taylor, a journalist who has been covering the sea change in marketing in the past decade, offers a set of books that eschew the hoopla of social media and instant ads for the essence of marketing: the customer experience. Sally Helgesen, an author and leadership consultant, takes on self-help books for managers. And James O’Toole, a senior fellow in business ethics at the University of Santa Clara’s Markkula Center for Applied Ethics, finds leadership lessons in the biographies and memoirs of auto industry executives who made the Motor City roll.
Good reading!

Contents:

Strategy
Rebuilding the Temple Mount
by Walter Kiechel
Company Stories
Lessons in Failure
by David K. Hurst
Globalization
Here Come the New Competitors
by John Jullens
Digitization
Three Harbingers of Change
by Howard Rheingold
Marketing
Is Your Brand Experienced?
by Catharine P. Taylor
Managerial Self-Help
Influence, Inquiry, Action
by Sally Helgesen
Leadership
Running the Detroit Three
by James O’Toole