sexta-feira, 21 de março de 2014

Fim do poder ou Dispersão do poder

Considerações interessantes do escritor venezuelano Naim sobre o poder e o mundo de hoje. O texto serve como base para diversas reflexões e pesquisas. Fiz a retirada de uma parte do texto e formatei  para facilitar a leitura e compreensão. Publicado em Època março 2014.

A idéia central de Naim diz respeito não tanto ao desaparecimento, mas à fragmentação do poder. A primeira imagem que utiliza é a do xadrez. Em 1970, havia 71 grandes mestres. Hoje, seu número já ultrapassa os 1,2 mil. Alguém poderia retrucar dizendo que não vivemos o fim, mais proliferação do poder. Há simplesmente mais gente em condições de competir.  A vida anda mais complicada para quem detém o poder, e relativamente mais fácil para quem quer entrar no jogo.

1. O dado mais evidente a demonstrar a tese de Naim é a própria dispersão do poder entre os estados soberanos. Em 1947, eram 67 países, ao redor do planeta, contra os 193 existentes, atualmente.

2. Também a democracia se expandiu. Segundo a Freedom House, temos hoje 117 democracias eleitorais. Eram 69, no final dos anos oitenta. Pela primeira vez na história, mais de metade da população do globo vive em regimes democráticos.

3. Entre as 2,5 mil maiores empresas do planeta, na lista Forbes 2012, há duzentas companhias americanas a menos do que havia cinco anos antes. Vivemos o que Jeffrey Sachs chama a era da convergência. 

4. Dado do Tesouro australiano, no dia 28 de março de 2012, pela primeira vez na história, o tamanho das economias menos desenvolvidas superou a dos países ricos.

5 O tempo médio de permanência de um CEO, em companhias de maior porte, caiu pela metade. De 10 anos, em média, nos anos 90, para 5,5 anos, nos dias de hoje. Estamos falando de menos previsibilidade, concorrência mais acirrada e mais barreiras para colocar decisões em prática.


O coração da tese de Naim são as “três revoluções” do nosso tempo.

1. A primeira é a “revolução do mais”. Mais renda e riqueza, para começar. A renda per capita cresceu 3,5 vezes, desde 1950. Mais gente educada e com acesso à informação. 84% da população global é hoje alfabetizada, contra 75%, em 1990. Os números sugerem aquela que talvez seja a grande tendência desta primeira metade de século XXI: a migração da escassez para a abundância, em escala global. Naim não chega a tanto, mas tem coragem de reconhecer o que muitos fazem de conta, por charme ou ideologia, que não enxergam: o fim gradativo da pobreza e a emergência de sociedade de classe média. Até o final da década, a classe média global será formada por mais de três bilhões de pessoas. Gente mais bem informada, ávida pela integração ao mundo do consumo, impaciente com a inépcia e a corrupção dos governos. O Fim do Poder não deixa de ser, neste prisma, um manifesto de esperança. A esperança de que um punhado de avanços materiais e sociais nos levará ao progresso civilizatório. Naim chega mesmo a sugerir uma fórmula iluminista, dizendo que "quando as pessoas são mais numerosas e vivem vidas mais plenas, tornam-se mais difíceis de regular, controlar e dominar". Lendo estas palavras, me veio à mente Stefan Zweig e sua descrição elegante da república de Weimar, seguida da imensa desilusão, com a prostração de alguns milhões de alemães bem educados ao nacional socialismo.

2. A fórmula iluminista se repete quando ele trata da sua segunda revolução, a da “mobilidade”. “O poder precisa de uma audiência cativa”, afirma. Naim cita a frase, de gosto duvidoso, do ex-conselheiro de segurança nacional do Governo Carter, Zbigniew Brzezinski, segundo o qual é mais fácil, nos dias de hoje, matar 100 milhões de pessoas do que as controlar. De todo modo, há estatísticas de sobra para sustentar a tese de Naim: o número de migrantes, planeta afora, cresceu 37% nos últimos vinte anos; em 2012, pela primeira vez, nasceram mais bebês “não brancos”, nos Estados Unidos. O planeta se move. As pessoas viajam mais, tendo se multiplicado por quatro o fluxo turístico, desde os anos 80. Vivemos em um planeta urbano. Desde 2007, a população das cidades superou a das áreas rurais. É no ambiente urbano, desde sempre, que florescem o pensamento crítico e a contestação ao poder.


Naim evita superestimar o papel da internet, na erosão do poder, o que soa como um erro. Difícil não perceber como as redes sócias e os smartphones simplesmente explodiram o poder. Manuel Castells estudou as revoltas populares em mais de oitenta países, mundo afora, em seu Redes de Indignação e Esperança, e em quase todas o elemento flash mob dava as cartas. Os ativistas digitais saíram às ruas. O resultado é paradoxal: para os donos do poder, as coisas ficaram mais difíceis. O poder se tornou, por definição, instável. Para quem contesta o poder, porém, as coisas não ficaram necessariamente mais fáceis. Dez capas seguidas em uma revista com mais de um milhão de exemplares, contra o governo, num País do tamanho do Brasil, não parecem causar dano maior às estruturas do poder. Para cada notícia contra, há dez versões a favor, e assim segue, numa espécie de jogo de espelhos. Há a internet inteira, as redes, a blogosfera, amortecendo o impacto de cada notícia. Algo que lembra Jean Baudrillard, o lírico pós-moderno, para quem a sociedade da informação fez com que o universo virtual se expandisse a uma velocidade maior do que o real. O resultado é que a informação se banaliza. O mesmo ocorre com a atividade intelectual. Vargas Llosa já havia identificado o fenômeno. Os intelectuais perdem relevância como consciência crítica da sociedade. Ainda bem, penso eu. Isto ocorre pelas razões de Naim: pelo excesso. De idéias, de gente escrevendo, opinando, argumentando, publicando.

3. Naim vincula o fim do poder com uma revolução do pensamento. Em primeiro lugar, há mais expectativas. Não é a privação que produz a revolta, mas a esperança. O aumento da renda tende a gerar uma inconformidade positiva. As pessoas simplesmente querem mais, e percebem que dispõem de poder para exigir. Em segundo lugar, vivemos uma época de ceticismo. Dos anos sessenta até hoje, o percentual de americanos que acham que o governo está “fazendo a coisa certa” caiu de 75% para 25%. Os governos de hoje, decididamente, não são piores do que os do passado. A diferença é que John Kennedy podia ter quantas amantes quisesse, ao passo que François Hollande mal pode dar um passeio de lambreta. O poder foi profanado, e teremos que aprender a conviver com a permanente sensação de instabilidade, de que algo não vai bem, que acompanhará a vida democrática, doravante.

A erosão do poder traz ainda um perigo: a perda de governabilidade das democracias. Em 2012, 30 das 34 democracias mais ricas do planeta tinham presidentes ou primeiro ministros com minoria no parlamento. O resultado é a paralisia. Francis Fukuyama cunhou mesmo uma expressão para definir este fenômeno: a vetodemocracia. O exemplo mais emblemático foi o fechamento do governo norte-americano, por 16 dias, em outubro do ano passado. No Brasil, o governo lidera uma coalizão majoritária, mas o quadro de paralisia é semelhante. O país já cansou de falar em reformas estruturais, mas pouco se avança. Vivemos sob o espectro de uma sociedade hiper-organizada, repleta de redes de protesto, com uma miríade de grupos sem força para chegar ao poder, mas capazes de “paralisar o jogo”. São os sindicatos impedindo a modernização da legislação trabalhista, corporações de professores impedindo a reforma da educação, ou, em um plano mais amplo, o governo como um todo em marcha lenta, com seus quarenta ministérios, perdido em uma coalizão de quatorze partidos.

Dizer que o planeta está prestes a realizar o sonho kantiano, da grande comunidade de repúblicas, em que vigora a hospitalidade universal seria um exagero, mas o mundo é, nos dias de hoje, claramente mais hostil aos infratores de direitos. A cena das multidões passeando pelo palácio do presidente Yanukovitch, recém deposto na Ucrânia, e o levante popular contra o regime chavista, na Venezuela, caem como luva para a tese de Naim. Ele diz que nossa época assiste a um “consenso moral jamais visto”, sobre como os países devem se comportar. Talvez seu próximo livro mereça um capítulo sobre como retirar este consenso da esfera moral e o colocar em prática. O que fazer com a Coréia do Norte, por exemplo e, mais difícil, com tipos como ex-astro de basquete, Dennis Rodman e todos os apreciadores de regimes autoritários, mundo afora. Sobre como criar uma cultura democrática forte o suficiente para evitar que se repita a história trágica da elegante republica de Weimar. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

7 dicas para destravar a conversação em inglês

Da Exame.com
Começar a estudar o idioma é o primeiro passo. Mas o caminho até a fluência é longo e para algumas pessoas passa obrigatoriamente por um obstáculo difícil de superar: o bloqueio para falar.
Para o instrutor do Berlitz Educação Global, Luis Simões, que tem duas décadas de experiência em ensino da língua inglesa, casos de estudantes que reclamam da dificuldade em por em prática o que aprenderam em uma conversação são frequentes.
Mas o que fazer, neste caso? É possível destravar as habilidades de conversação em inglês ou em qualquer outro idioma? Para dois especialistas consultados por EXAME.com é, sim, totalmente possível. Para isso, eles selecionaram algumas dicas. Confira:
1 Não tenha vergonha do sotaque
“As pessoas se preocupam muito, principalmente, as mais tímidas e reservadas. Elas tendem a procurar desculpas para não falar”, diz Simões. Uma das justificativas para o bloqueio é o sotaque forte, segundo o professor do Berlitz.
Na opinião dele, a vergonha por não ter a pronúncia de um nativo é reflexo do perfeccionismo. Mas, antes de ficar mudo ao menor sinal de uma conversa em outra língua, leve em consideração que o importante é transmitir a mensagem e ser compreendido. “Hoje em dia não se censura a regionalidade, até se valoriza que traços locais sejam conservados”, diz Simões. 
2 Fale sem medo de errar
Autocrítica muito elevada é um dos fatores limitantes para o aprendizado, diz Rosângela Souza, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto.
A exposição ao idioma e o erro são fundamentais para o aprendizado, afirma a especialista. “É como aprender a dirigir. Se só estudar o livrinho, não sai dirigindo. Se tiver medo de pegar o carro ou de deixar o carro morrer, não aprenderá”, explica.
“Só se aprende começando a falar”, concorda Simões. Errar é importante durante o processo de aprendizado, explica. “É ótimo acertar, mas a pessoa não esquece os erros especialmente quando são corrigidos”, diz o professor do Berlitz.
3 Não tenha receio de ser corrigido
A não ser que você peça para um estrangeiro corrigi-lo, ele não o fará, afirma categoricamente, Luis Simões. “Nunca vi isso acontecer”, diz.
É comum o receio de que o estrangeiro vai agir com dureza ao ouvir seu interlocutor cometendo um erro. “Muito pelo contrário, ao perceber o interesse em aprender a sua língua, o estrangeiro fica feliz e valoriza o esforço”, diz Simões.
Por isso, é raro que façam qualquer correção espontaneamente. “Seria uma grosseria”, diz o professor do Berlitz.
4 Aproveite as oportunidades para praticar
Não fuja, pratique. Procure pessoas que estudem ou já falem a língua e com quem tenha mais intimidade para conversar, indica Simões.
Para os mais tímidos, é uma boa forma ir “soltando a língua” em situações mais informais, primeiro.
Quem frequenta cursos regulares do idioma deve entender que aquele é o momento certo para se esforçar e tentar, de fato, falar na outra língua.
“Dificilmente as pessoas saem da escola e vão buscar sozinhas situações em que vão praticar o idioma. Por isso, é importante praticar em sala de aula”, diz.

5 Equilibre habilidades de compreensão, leitura, escrita e fala
O ideal é ter o equilíbrio na prática das quatro habilidades, defende Rosângela. “Só que a mais difícil é a conversação”, ressalta.
E a especialista alerta: “Monteiro Lobato disse: quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê. A leitura constante nos dá vocabulário, consolidação de estruturas gramaticais e milhões de ideias de como se expressar”. Por isso lembre-se, ler e ouvir são essenciais também para destravar a fala.
“A leitura no aprendizado do inglês ou de outros idiomas muito diferentes do português acontece de forma gradativa, pois o aluno precisa ter um nível pré-intermediário para começar a ler temas variados e conteúdo mais densos”, lembra a especialista. Comece aos poucos e escolha textos adequados ao seu nível de conhecimento.
6 Assista filmes com legendas no idioma original
Para níveis a partir do intermediário, Simões indica assistir a séries ou filmes com legendas no idioma original. “Para acompanhar juntamente com o áudio”, diz o professor.
Comece com filmes que você já viu e conhece a história para testar sua capacidade compreensão. Ou aposte em filmes de ação, que têm frases mais curtas e objetivas. “As comédias têm muita gíria e romances épicos trazem vocabulário de difícil compreensão“, lembra Simões.
7 Ouça músicas acompanhando a letra
Mais uma forma de usar o interesse a favor do aprendizado do idioma. Escolha músicas de que gosta e pesquise a letra.
“Música ajuda muito e acrescenta vocabulário. Mas é importante ter em mente que trata-se de uma poesia, portanto quem manda é a harmonia”, diz Simões se referindo às gírias e à linguagem mais distante do padrão de algumas canções.
8 Fuja da tendência à tradução simultânea
Ficar traduzindo palavra por palavra de um texto, além de chato e demorado, é um perigo, diz Simões. “As palavras têm significado cultural”, lembra Simões.
Ele cita a expressão “chá de cadeira”, em português. Nesse caso, fica claro que a tradução literal não funcionaria. “O importante é perceber quais são as palavras mais importantes e se está sendo possível acompanhar a história. Se não está, é hora de parar e procurar o significado das palavras”, diz Simões.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

6 novas formas de aprendizagem na Web 2.0

Há um novo paradigma de ensino e aprendizado na Era Digital. Ficou mais fácil criar e compartilhar informação. Ao mesmo tempo, as pessoas têm encontrado na internet uma maneira diferente – e por vezes mais atraente – de se apropriar desse conhecimento, em qualquer lugar e no seu tempo.
Os links abaixo são bons exemplos das novas formas de ensinar e aprender, totalmente baseados na internet e no compartilhamento de informações.
Khan Academy
Khan AcademyUma biblioteca com mais de 2.400 vídeos abrangendo assuntos diversos, de aritmética a física, passando por finanças, história e 150 exercícios práticos. Os alunos podem aprender o que quiserem, quando quiserem e no seu ritmo.
http://www.khanacademy.org/
Engineer Guy
Engineer GuyNessa série fantástica, Bill Hammac, professor de engenharia da Universidade de Illinois, explica o funcionamento de objetos do nosso dia a dia, como um disco rígido de computador ou uma lâmpada.
http://www.engineerguy.com/
iTunes U
iTunes UStanford, Oxford, MIT e outras 800 universidades disponibilizam aulas no iTunes. Dessa forma, é possível levar em seu iPhone aulas de astrofísica a zoologia.
http://apple.com/education/itunes-u
Google Code University
Google CodeEstudantes de ciência da computação e educadores podem acessar tutoriais, cursos e vídeos sobre programação, sistemas de distribuição e outros assuntos relacionados. Vários dos cursos foram desenvolvidos pelos funcionários da Google.
http://code.google.com/edu
MOMA’s Modern Teachers
Modern TeachersO MOMA oferece visitas guiadas, aulas e imagens de assuntos como futurismo e artistas como Eva Hesse e Roy Lichtenstein. Tudo gratuito.
http://moma.org/modernteachers
YouTube Edu
YouTube EduEsse canal do YouTube hospeda mais de 125 mil vídeos educacionais, de universidades a educadores independentes, como a própria Khan Academy.
http://youtube.com/edu


Fonte: Blog Ciatech

10 dicas de ferramentas de busca especiais para pesquisar livros e artigos


10 dicas de ferramentas de busca: WorldCat

WorldCat se identifica como o maior catálogo de bibliotecas do mundo. Se isso é verdade não podemos dizer, porém com um conteúdo de cerca de 10 mil bibliotecas com livros, DVDs, CDs e artigos é muito possível que você encontre o que precisa.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Google Books

No Google Books você irá encontrar milhares de livros e outros conteúdos gratuitos como artigos sobre os mais variados assuntos e autores.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Scirus

Scirus é uma ferramenta de busca científica com mais de 460 milhões de conteúdos indexados. Você irá encontrar artigos, patentes, sites educacionais, informações sobre cientistas e muito mais.

10 dicas de ferramentas de busca: HighBeam Research

HighBeam Research pesquisa artigos e outras fontes de materiais publicados. A ferramenta pode ser usada gratuitamente por um período de até sete dias.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Vadlo

Vadlo é um motor de buscas que oferece ferramentas, protocolos, apresentações e outros materiais de pesquisas acadêmicas e descobertas científicas.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Open Library

No site Open Library você irá encontrar livros eletrônicos e outros materiais de fontes gratuitas, além de poder contribuir para que esse catálogo continue aumentando.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Online Journals Search Engine

A ferramenta Online Journals Search Engine é um motor de busca científica que permite que você encontre jornais, artigos, relatórios de pesquisas, livros e outras publicações científicas.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Bioline International

Se você procura por artigos na área científica pode usar o Bioline International, uma ferramenta de busca que disponibiliza diversos jornais científicos de países emergentes. Ele é administrado por cientistas e bibliotecários que fazem um trabalho colaborativo por meio de outras iniciativas sem fins lucrativos.

10 dicas de ferramentas de busca: SpringerLink

SpringerLink disponibiliza artigos de diversas áreas de estudo, da arquitetura a medicina. Estão disponíveis também livros, protocolos e outras ferramentas.
  

10 dicas de ferramentas de busca: Jurn

Na ferramenta de busca Jurn é possível obter resultados de mais de 4 mil jornais e artigos gratuitos nas áreas de artes e humanidades.
  


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

Um estudo recentemente publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou dez técnicas comuns de aprendizagem para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.
O resultado do paper (íntegra aqui) traz algumas surpresas para o estudante.
Técnicas bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como as de utilidade mais baixa.
Três práticas foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.
E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.
É a ciência desaprovando boa parte do meu método de estudo, muito baseado em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais. Por outro lado, foi confirmada a impressão que eu tinha de que a realização de exercícios em doses cavalares era extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.
Lembre-se de que o ranking reflete os resultados do estudo, porém cada pessoa tem o seu estilo de estudo e nada está escrito em pedra. Dito isto, falemos agora sobre as dez técnicas, das piores para as melhores.

Grifar (utilidade: baixa)
Tão fácil quanto ineficiente.
Prepara-se para dar um descanso ao seu grifador amarelo. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço.
Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.

Releitura (utilidade: baixa)
Deixa eu ler pela quinta vez…
Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura (massive rereading) podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.

Mnemônicos (utilidade: baixa)
Remember, remember, SoCiDiVaPlu.
Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização (diz-se de técnica, exercício etc.); fácil de ser lembrado; de fácil memorização.
Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).
O estudo da Psychological Science in the Public Interest mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar.
Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.

Visualização (utilidade: baixa)
Exemplo de mapa mental.
Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva.


Surpreendentemente (ao menos para mim), a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação.
Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho a conexão de ideias e conceitos.
De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica efetiva para provas que exijam conhecimentos inferidos de textos.

Resumos (utilidade: baixa)
Vou resumir para você.
Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem.
O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas.
Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. O paper diz que a técnica pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.

Interrogação elaborativa (utilidade: moderada)
Por que é que a vida é assim?
A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros.
O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.
Seguindo o exemplo que demos pouco antes, em vez de decorar um mnemônico como SoCiDiVaPlu, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa.
Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.
Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

Auto-explicação (utilidade: moderada)
Entendeu, Eu Mesma?
A auto-explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo.
O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

Estudo intercalado (utilidade: moderada)
Vou alternar as matérias, na ordem dessa pequena pilha.
O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias em posts anteriores.
A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória.
Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas).
O principal benefício da intercalação, como já havíamos observado, é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

Teste prático (utilidade: alta)
Simular é o melhor caminho.
Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.
No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão que encontrar pela frente.
Como já recomendamos anteriormente, a maneira mais fácil de realizar testes é utilizando sistemas específicos para isso, como o site Questões de Concursos.

Prática distribuída (utilidade: alta)
Vou rever o conteúdo a cada 15 dias.
A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só (a.k.a. na véspera da prova).
Pesquisas mostram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, vocÊ deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.
A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.
Essa é exatamente a teoria de Tony Schwartz aplicada em técnicas de timebox como a Pomodoro Technique.

Quais as suas técnicas de estudo?
Se você está estudando algo, seja para concursos ou não, deixe suas opiniões sobre a pesquisa na caixa de comentários.
Quais dessas técnicas você utiliza? Você concorda com os resultados? Que outras técnicas de estudo você recomendaria?
Fonte: Big Think

Apud: http://mude.nu/estudo-10-melhores-formas/

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Best Business Books 2013


Our annual review of the year’s best business books. See also Best Business Books 2013—in Pictures.

by Theodore Kinni
Welcome to the 13th annual edition ofstrategy+business’s best business books. Every year we strive to assemble a reading list that will not only engross and entertain you, but also provide concepts, tools, and insights that can help you lead your company to a better future.
This year’s best business books section includes seven essays by expert guides. Walter Kiechel III, former Fortunemanaging editor, reviews books on strategy that reflect two realities: Competitive advantage is transient, and continuous innovation is an imperative. David Hurst, s+b contributing editor, selects books that tell company stories, each a chronicle of failure, but not always recovery. John Jullens, a Booz & Company partner working in China, presents books that explore the three waves of global competitors that are emerging from developing economies. Howard Rheingold, who’s been surfing the leading edge of digitization since the early 1980s, picks out books that examine three emerging digital phenomena—big data, socialstructing, and spreadable media. Catharine Taylor, a journalist who has been covering the sea change in marketing in the past decade, offers a set of books that eschew the hoopla of social media and instant ads for the essence of marketing: the customer experience. Sally Helgesen, an author and leadership consultant, takes on self-help books for managers. And James O’Toole, a senior fellow in business ethics at the University of Santa Clara’s Markkula Center for Applied Ethics, finds leadership lessons in the biographies and memoirs of auto industry executives who made the Motor City roll.
Good reading!

Contents:

Strategy
Rebuilding the Temple Mount
by Walter Kiechel
Company Stories
Lessons in Failure
by David K. Hurst
Globalization
Here Come the New Competitors
by John Jullens
Digitization
Three Harbingers of Change
by Howard Rheingold
Marketing
Is Your Brand Experienced?
by Catharine P. Taylor
Managerial Self-Help
Influence, Inquiry, Action
by Sally Helgesen
Leadership
Running the Detroit Three
by James O’Toole

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Best Business Books 2012

Marketing

Brand New


Doc Searls
The Intention Economy: When Customers Take Charge
(Harvard Business Review Press, 2012)

There is always a lot of noise around marketing. And marketers listen to it religiously in their search for the new, new thing and the edge it can confer, especially in highly competitive sectors such as consumer packaged goods. But sometimes the noise can drown out core messages about the essence and essentials of a successful product, service, or brand, and obscure our view of its future direction. This year’s best business books on marketing — all from veteran practitioners — rise above the twittering crowd by delivering the kinds of insights that make for compelling listening.

An Ideal Brand

Jim Stengel, whose name is as widely recognized among contemporary marketers as the names of the Procter & Gamble brands he helped build — Pampers and Jif, among others — is a retired executive who is not content to rest on his laurels. His first book, Grow: How Ideals Power Growth and Profit at the World’s Greatest Companies, which took root from ideas seeded during his career, is an ambitious, groundbreaking effort to define the future of brand management, supported by a study of tens of thousands of brands put forth by companies around the world.
In Grow, Stengel examines the extraordinary power and performance that can be harnessed when a brand’s purpose is defined by a distinctive, fitting “ideal.” A brand ideal is focused on improving the lives of customers, and is managed by a company that passionately identifies with the beliefs and values underlying it. Stengel claims that defining and activating a distinctive brand ideal is the most powerful lever a business leader can use to achieve competitive advantage.
Although business scholars may challenge his claim in degree, they are unlikely to challenge it in concept. After all, Peter Drucker pegged marketing as one of only two results-producing functions in a business (the other was innovation). And the importance of aligning organizational design, culture, and capabilities to the company’s vision and strategy is well known, as is the potential of a company pursuing an inspirational ideal to unleash exceptional power and commitment in its employees. Until Grow, however, little had been done to put a value on a brand ideal, and limited practical guidance had been offered on how to identify one and make it central to the company as a driver of focus, growth, and competitive advantage. Stengel addresses these questions directly.
The assumption that brands can make a sizable contribution to shareholder value is foundational to Stengel’s thesis. In fact, brand and business success are synonymous to him because “a brand is what a business is all about in the hearts and minds of the people most important to its future.” To support this thesis, the author cites Millward Brown Optimor’s body of work, which calculated that brand value now accounts for more than 30 percent of the aggregate market capitalization of companies in the S&P 500.
Further, Stengel (in partnership with Millward Brown) designed a new research study of brands, the “Stengel Study of Business Growth,” which analyzed 10 years of data from more than 50,000 brands. It found that the 50 companies whose brands were most strongly associated with improving people’s lives — the “Stengel 50” — generated a return on investment that outpaced the S&P 500 by nearly 400 percent.
Stengel attributes this huge performance differential to ideals — “nothing unites and motivates people’s actions as strongly as ideals,” he writes. He says a brand ideal defines what a brand is and is not, and illuminates its strengths and weaknesses, as well as current and potential points of parity and differentiation. (One of the best lines in the book is a quote from Discovery Channel general manager Clark Bunting, “Great brands say no.”) A brand ideal creates enduring connections, uniting and inspiring everyone a business touches. It enables a leader to articulate and focus on what is most important in a company. It attracts people who are most suited, energized, and committed to delivering what matters most to customers and transforms an enterprise into a “customer-understanding machine.” And it stimulates innovation, in a never-ending quest to better serve the ideal.
How do you develop a brand ideal? Stengel says that first you must discover how your brand is linked to “one of five fields of fundamental human values” (joy, connection to others and the world, the desire to explore new horizons, pride, and social responsibility), and then activate those links in a distinctive, authentic, and purposeful manner. This process of discovery results in an ideal statement, which the author articulates for each of the Stengel 50 brands. Some examples: “Amazon.com exists to enable freedom of choice, exploration, and discovery.” “Dove exists to celebrate every woman’s unique beauty.” “Google exists to immediately satisfy every curiosity.” “Louis Vuitton exists to luxuriously accentuate the journey of life.”
The final question — how do you make the brand ideal the center of the company? — is addressed throughout the book. Stengel breaks his answer into four broadly stated “must-do” tasks: build a culture around the ideal, communicate the ideal to engage employees and customers, deliver a “near-ideal” customer experience, and evaluate your progress and people against the ideal. These four tasks are highlighted with in-depth case studies of various brands, including Discovery Communications, Pampers, and Zappos, as well as with a plethora of shorter examples.
Grow is the year’s best business book on marketing because it leaves us with a better understanding of a brand as the embodiment of a company and its people. It inspires by helping us imagine the great things that could happen if we united our efforts in service of a distinctive higher-order brand ideal aimed at bettering the lives of our customers.

Brand Aid

If you think of a brand ideal as a promise,Brand Real: How Smart Companies Live Their Brand Promise and Inspire Fierce Customer Loyalty is a terrific companion volume to Grow. It is a pragmatic and comprehensive guide on how to deliver on a brand promise, which is, writes author Laurence Vincent, head of the Brand Studio at United Talent Agency, “a covenant with consumers” in the form of a commitment to deliver value. Communicating and fulfilling this commitment has always been difficult; today it is more of a challenge than ever — in part, Vincent says, because the millennial generation is populated with “highly skeptical, media savvy, and very vocal” consumers who place a particularly high premium on a brand’s authenticity and credibility.
Brand Real tells us in no uncertain terms how to make a brand promise stand up at every consumer touch point. To achieve this, the book covers the wide territory of brand marketing; focuses in on the key issues, such as brand architecture and communications strategy; and provides practical advice for addressing those issues.
“Real brands” are those that fulfill, and often exceed, customer expectations. These brands, according to Vincent, make promises they intend to keep and make tough strategic decisions about what to offer and not offer customers, and they grow without straying from their sense of purpose. For example, he writes, “Southwest Airlines has prospered by not doing some things that other airlines do: no assigned seats, no first-class cabin, no meal service. These omissions…are fundamental service decisions that drive the business model and they contain memorable attributes that make the brand salient because they support the brand’s promise to deliver great value through low fares and friendly service.”
Vincent thinks that companies should measure a brand’s success by the expectations it creates and the results that it delivers to users. This requires a reality check that mandates answering three simple, but often ignored, questions about a brand: What is it, why does it matter, and how does it create value?
Brand Real is filled with useful lessons for marketers. For example, Vincent clarifies the difference between a brand’s promise and its positioning. A brand’s positioning is the perceptual territory it claims relative to its competitors. A brand promise incorporates its positioning, but also articulates the brand’s reason for existence and defines the benefits of the brand experience in terms of three dimensions: how people think, what they do, and how they feel.
Vincent makes a strong argument for brand simplicity, which is based on his belief that brands exist because consumers hate uncertainty and therefore rely on cues as to what they should expect from products and organizations when making purchase decisions. Thus, brand marketers should not place too much emphasis on symbols, such as a name or logo. Instead, they should seek to clarify the customer’s expectations of the brand experience, and focus their own attention on delivering against those expectations, again and again.
The object is to win what Vincent calls the “memory game,” by creating links in the consumer’s mind between what the brand is and why it matters. He argues that these links among cues, expectations, and experience are fundamentally important, because we all favor brands (such as Apple) that consistently meet or exceed our expectations, and we punish the ones that don’t.
Brand Real mirrors Grow in its strong advocacy of staff engagement as an essential element in brand success. “From the executive suite to the front lines to the investment base,” declares Vincent, “the best way to sustain a real brand is to align the people behind it with the brand promise.” That is, branding begins inside a company, by ensuring that the values and the behaviors of the people working there are a direct reflection of the brand. If they aren’t, Vincent says, it’s because of one or more of five factors: ignorance, doubt, incompetence, poverty (a lack of resources), and a lack of incentive. And if the employees do not reflect the brand, the brand experience will be flawed and the brand promise will be placed at risk.
At a time when many companies are thinking of branding as an exercise in creating a compelling logo, a sticky website, an entertaining advertisement, or an aesthetically pleasing package, Vincent reminds us that branding is first and foremost a strategic act. It requires “purposeful conduct” in the quest to influence how people behave, both customers and employees. And like any other business strategy, branding should serve as a guide for “mission-critical decisions in capital investment, human resources, research, product development, and operations management.” That’s why Brand Real is as relevant to the CEO as it is to the CMO.

A Buyer’s Market

If Doc Searls is right, the discipline of branding — and indeed, marketing itself — could be on the brink of a fundamental shift. Soon, claims the former advertising executive, whose insights into the effects of digitization on markets became the platform for his current career as a highly regarded technology writer, consumers will be managing business-to-consumer (B2C) companies in much the same way as those companies are managing their vendors.
This change will create a new kind of market — the “Intention Economy,” which is vastly different from the current “Attention Economy,” in which marketers vie to be heard. Searls’s The Intention Economy: When Customers Take Chargeenvisions a market in which customers are kings: Their orders are followed, their every need is responded to, and they grant sellers an audience only when they want to. In this economy, digitally empowered shoppers will build personal firewalls that block out unwanted marketing solicitations, and instead they will notify their preferred providers about what they want to buy, when they want to buy it, and how much they want to pay, by issuing the personal equivalent of an RFP.
Although digitization has empowered consumers with information and competitively priced goods and services, until now it has likely had a greater influence on the supply side of markets, spawning innovation in manufacturing, supply chain management, marketing, sales, and other business functions. For marketing’s “hunters,” digitization has proven to be a high-powered scope, enabling them to track every move of their consumer prey. It’s no wonder consumers feel more hounded than ever — constantly interrupted by the cacoph-ony of barking from marketers vying for their attention, and disquieted by the not-so-far-fetched suspicion that silent trackers are always sniffing at their heels.
Searls argues that the time is coming when customers will be “emancipated from the systems built to control them.” The instrument of their emancipation will be vendor relationship management (VRM), the consumer equivalent of customer relationship management (CRM). In other words, individuals will adopt the principles, practices, and guidelines that today’s companies follow when interacting with them.
What VRM (yawn) lacks in appeal as a brand name, it makes up for in ambition. Searls envisions it as a digital tool kit that will create value for consumers by allowing them to manage relationships and service requirements with companies on their own terms; by enabling them to collect their own data and control access to it; by giving them the means to express demand in the open market; and by facilitating negotiated outcomes with sellers that, in the best-case scenario, will support value-creating collaborations.
Searls’s dramatic prognostications are supported by ProjectVRM, which he runs and which was launched in September 2006 from the Berkman Center for Internet & Society at Harvard University. The project’s purpose, he writes, is to “encourage development in an area that has been largely neglected: empowering individuals — especially customers — natively, outside any corporate or organizational framework.” Dozens of companies, mostly startups, have already subscribed to the VRM vision, and they are in the early stages of developing the tools and capabilities that consumers will need to take control of markets. Personal.com, for instance, provides individual users (called “owners”) with a private, fully owned, and fully controlled data vault.
Searls’s vision raises provocative questions for companies and for marketers. Imagine, for example, an elderly woman who wants a computer that is simple enough for her to operate, or a man who wants a wool sweater in a particular style, or a driver seeking a part for an automobile. Instead of searching for suppliers, what if they put their specs online and companies vied to meet their needs? How would your company respond if the clearinghouse for supply meeting demand devolved to the level of the individual customer and was orchestrated by that customer? Could your company survive in a marketplace in which gaining the attention of targeted consumers has given way to paying attention to consumers targeting you?
It’s hard to answer these questions. If the Intention Economy does come to fruition, it will likely render obsolete many of today’s marketing practices, which were designed to capture the attention of consumers. (Searls reminds us that the word branding was borrowed from the cattle industry, and its intention was to burn a product into the customer’s mind — not an image that will appeal to tomorrow’s customer–kings.)
That day is not here yet, however, so read Grow and Brand Real to learn how to build a better connection with customers in today’s markets, and then read The Intention Economy to ponder how you might prepare for the future. 

AUTHOR PROFILE:

  • Shaun Holliday is a senior executive advisor in Booz & Company’s consumer and retail practice. He spent much of his career leading businesses and functions in premier global consumer companies, including Pepsi Bottling Group and Guinness Ireland Group.